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2006-08-16 Do not glue on, Neumarktstr., Wuppertal

Image by [ henning ]
* DO NOT GLUE ON *
Abstract view on a multi-storey car park of a department store, Neumarktstr., Wuppertal-Elberfeld, Germany.
* ANKLEBEN VERBOTEN *
Abstrakter Blick auf eine Parkhausauffahrt, Neumarktstr., Wuppertal-Elberfeld, NRW.
Mundo do avesso

Image by Eduardo Amorim
“Quando o compasso do mundo mudou
e o cantar dos galos perdeu a importância,
os tempos se fizeram outros,
antes e depois da porteira da estância
Quando os motores do tempo
mudaram tudo num instante,
tudo o que o homem fazia
deixou de ser o bastante…
O homem inventou suas máquinas,
aos poucos perdeu a importância,
sobraram braços no mundo
antes e depois da porteira da estância…”
Trecho de “Quando o cantar dos galos perdeu a importância”, de Maurício Raupp Martins
Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil
CRUZEIRO DO SUL – CRUX

Image by jonycunha
O Cruzeiro do Sul, cujo nome em latim é Crux Australis e cujo nome oficial atual é, simplesmente, Crux, é uma das mais importantes das 88 constelações reconhecidas oficialmente pela U.A.I. — União Astronômica Internacional —, apesar de ser a menor de todas elas. Sua área angular é 68 graus quadrados; cerca de 19 vezes menor que a da constelação Hydra, a maior de todas, cuja área é 1303 graus quadrados.
É, também, uma constelação relativamente recente. Quase que completamente ignorada pelas grandes civilizações do passado e mesmo pelos povos europeus até há poucos séculos.
A primeira referência documentada às suas estrelas como representantes de uma cruz encontram-se na Carta de Mestre João de Faras, o Astrônomo Oficial da Esquadra de Cabral. Ele refere-se às estrelas da Cruz, numa carta a Dom Manoel, datada de 1º de maio de 1500. Navegantes da esquadra de Fernão de Magalhães também referiram-se a elas como "O Cruzeiro". Outra referência conhecida é a de Florentino Corsali, que em 1515 refere-se ao Cruzeiro com "Cruz Maravilhosa". O estabelecimento do nome Crux Australis, entretanto, só veio com os trabalhos de Augustim Royer, em 1617, que separou as estrelas do Cruzeiro, definitivamente, do Centauro.
As grandes civilizações do passado, das quais herdamos grande parte de nossas tradições culturais, desenvolveram-se a milhares de anos atrás no hemisfério norte de nosso planeta, próximas ao paralelo de latitude + 40º, conhecido como o "Paralelo das Civilizações". Dessa região, não se pode observar as estrelas que se encontram próximas ao Pólo Celeste Sul, como as do Cruzeiro.
Mesmo quando consideramos o Movimento de Precessão dos Equinócios e os movimentos próprios das estrelas do Cruzeiro, recalculando suas posições para cerca de 5 mil anos atrás, verificamos que elas ainda se encontram bem ao Sul, ficando pouco tempo visíveis para os habitantes daquelas regiões setentrionais. Por isso, mesmo os gregos antigos, que deram nomes a quase todas as outras constelações, não lhe deram muita importância e nem imaginaram uma figura específica com elas.
No hemisfério sul da Terra, ao contrário, o Cruzeiro é facilmente observado, estando suas estrelas entre as mais brilhantes de todo o céu. No Brasil, entre os meses de março e setembro, ele pode ser visto no início das noites de quase todas as regiões. Particularmente nas latitudes próximas do Trópico de Capricórnio (em todo o território do estado São Paulo), entre maio e julho, ele pode ser visto no início da noite, por volta das 20h, bem alto acima do horizonte Sul. Em junho, em latitudes próximas ao Trópico de Capricórnio, nesse horário, olhando em direção ao Sul, mais ou menos a uns 60º de altura, pode-se encontrar com facilidade as 5 estrelas do Cruzeiro, com o braço maior da cruz quase na vertical, apontando para o Ponto Cardeal Sul.